21 de janeiro: liberdade de fé é direito, não concessão
- Paulo de Oxalá

- 21 de jan.
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Foto: Religiosos caminhando de mãos dadas – IA-inspirada na visão de Pai Paulo
Intolerância religiosa fere a democracia
Hoje, 21 de janeiro, Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, as energias sagradas vibram mais forte, reivindicando a liberdade de fé.
Este dia nos lembra que fé não é motivo de ataque, não é alvo de violência e, muito menos, justificativa para exclusão. Cada oração, cada ritual, cada canto e cada silêncio sagrado carregam história, ancestralidade e identidade. Quando uma religião é desrespeitada, toda a sociedade perde um pouco de humanidade.
A liberdade religiosa é um direito garantido e inviolável. Está na Constituição e também no princípio básico do respeito ao próximo. Nenhuma crença deve ser ridicularizada, perseguida ou apagada. O Brasil é plural por natureza, feito de muitas espiritualidades e muitas formas de se conectar com o divino. Combater a intolerância é proteger vidas, culturas e tradições. É garantir que cada pessoa possa professar sua fé sem medo.
O povo de axé conhece essa luta há séculos. Terreiros são invadidos, símbolos atacados, lideranças silenciadas. Ainda assim, a resistência permanece viva, sustentada pela força ancestral e pela certeza de que o sagrado nunca se curva ao preconceito. Hoje é dia de reafirmar que intolerância religiosa é crime e precisa ser denunciada. O respeito não é favor. É obrigação social.
Lideranças se encontram no Centro Cultural da Justiça Federal
E, promovendo esse senso de liberdade pela fé, hoje, a partir das 14h, acontece o VIII Seminário Liberdade Religiosa, Democracia e Direitos Humanos, no Cinema do Centro Cultural Justiça Federal, na Avenida Rio Branco, 241, Centro do Rio. O encontro propõe debates sobre política, democracia, comunicação e direitos, reunindo pesquisadores, lideranças e representantes de diferentes segmentos religiosos, para refletir sobre os caminhos da convivência e da proteção às religiões historicamente segregadas.
Que este dia não seja apenas lembrado, mas praticado. Que a liberdade de culto seja real em cada rua, em cada casa e em cada espaço de fé. Respeitar a religião do outro é respeitar a vida.
Òmìnira ẹ̀sìn jẹ́ ìgbésẹ̀ ńlá sí àlàáfíà àgbáyé. (A liberdade religiosa é o grande passo para a paz mundial.)
Axé para todos!




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